Análise de Combustíveis com Alto Padrão

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Análise de Combustíveis com Alto Padrão

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O Núcleo de Postos de Combustíveis da Acij ofereceu no dia 23/6 uma palestra com o tema “Análise de Combustíveis”. Duas informações bastante importantes motivaram os revendedores: uma mostrou o alto padrão alcançado pelo Laboratório de Análise de Combustíveis da FURB, que é responsável pela fiscalização de todo o combustível analisado em Santa Catarina e no Paraná. A outra foi a baixa desconformidade dos combustíveis de Santa Catarina em relação ao Brasil.

 

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Profesor e doutor Edesio Luiz Simionatto, apresentou diversos índices sobre a análise de combustíveis em Santa Catarina

 

Nas fiscalizações realizadas entre março e maio/2015 os percentuais foram de 0,8% para a gasolina,1% para óleo diesel e 1,8% do álcool analisados. Isso mostra que a qualidade dos combustíveis vendidosaos consumidores em Santa Catarina é de excelente qualidade.

 

 

 

 

O convite realizado pelo Núcleo de Postos de Combustíveis da Acij ao professor e doutor em Química Orgânica, Edesio Luiz Simionatto, surpreendeu positivamente os revendedores presentes. Ele é responsável pelo Laboratório de Análise de Combustíveis da FURB e fez um relato das ações e atuação desse departamento da universidade que, desde 1997, vem atuando e prestando esse serviço ao Governo Federal.
Naquele ano o Departamento Nacional de Combustíveis (DNC) foi desmantelado pelo governo Collor. Existia apenas um laboratório que controlava toda a qualidade de combustíveis no Brasil e que estava localizado em Brasília.
Em Santa Catarina havia apenas um fiscal que coletava algo em torno de 12 amostras por mês em todo o Estado, e eram enviadas a Brasília. Mas não havia técnicos suficientes para fazer a análise de todas as amostras do País, dessa forma perdia-se o trabalho. Verificavam-se com isso muitas alterações e não-conformidades das amostras que eram enviadas.
Para suprir a deficiência na fiscalização no Estado, vários laboratórios foram procurados e convidados para começar o trabalho de análise que havia sido extinto. Apenas a FURB aceitou.
Na época, após a assinatura do convênio, o laboratório atuava apenas na região de Blumenau, identificando algumas alterações, algo em torno de 18% a 20% das amostras coletadas. A função da FURB era coletar a amostra, realizar a análise e passar o laudo da análise à ANP, que julgava cada caso informado.
Em seis meses de trabalho, as não-conformidades e adulterações caíram para algo em torno de 3%. Esse programa acabou sendo ampliado para todo o estado de Santa Catarina e também para o Paraná. Como a fiscalização apontava muitas irregularidades, proporcionalmente também houve aumento na arrecadação de impostos para o Governo, pois a sonegação fiscal foi bastante reduzida. Com isso, o programa foi ampliado para o Brasil inteiro, e a FURB foi a pioneira nesse processo. A partir daí a ANP criou o PMQC, Programa de Monitoramento da Qualidade de Combustível, que faz parte da estrutura da legislação da ANP. Hoje os combustíveis analisados são: álcool, gasolina e óleo diesel e algumas amostras de biodiesel, e para a contratação dos serviços de análise de combustíveis, a ANP realiza licitação, por conhecimento técnico e preço.
Com o alto desempenho na qualidade da análise alcançada pelo laboratório da FURB, desde o segundo semestre de 2011 ele passou a ficar entre os cinco melhores laboratórios do País, concorrendo com outros como os da UNICAMP, USP, UFRJ e outros. Para realizar a análise, cada combustível possui uma norma indicada pela ANP. Todas elas são atualizadas ano a ano, através das resoluções do órgão regulador.

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Robson de Souza, presidente do Sindipetro-SC, questionou o professor Edesio sobre qual a diferença entre não-conformidade e adulteração, que é uma das principais dúvidas dos revendedores. Souza falou ainda que, mesmo havendo essa diferença, a ANP dá a mesma sanção administrativa para os dois resultados. Simionatto explicou que a não-conformidade é o afastamento mínimo do padrão esperado na análise. Já a adulteração mostra um índice totalmente discrepante desse resultado. Outra grande preocupação dos revendedores é que a ANP não permite que os resultados dos laudos apurados sejam abertos aos revendedores, por isso, “é imprescindível que o revendedor guarde a amostra-testemunha, que é a única forma de contraprova das análises”.
Mesmo com toda a fiscalização, um fator bastante positivo para as revendas em Santa Catarina é que os resultados são plenamente satisfatórios e as desconformidades, muito baixas. Nas fiscalizações realizadas entre março e maio/2015 os percentuais foram de 0,8% para a gasolina, 1% para óleo diesel e 1,8% do álcool analisados. Isso mostra que a qualidade dos combustíveis vendidos aos consumidores em Santa Catarina é de excelente qualidade.
A partir de maio de 2015 o laboratório ficou liberado pela ANP para realizar análises para terceiros, pois deixou de ter exclusividade com a ANP. Dessa forma, iremos buscar alguma parceria com a FURB na busca da excelência junto aos associados.

 

Um laboratório de alta performance

Organização, qualidade, equipamentos de ponta e muito conhecimento da equipe técnica, esses são alguns dos principais fatores que tornaram o laboratório da FURB, localizada no Campus II em Blumenau, um dos cinco melhores do Brasil e que conta hoje com treze profissionais atuando. Os ensaios das amostras são realizados em equipamentos de alta tecnologia, cujo valor total ultrapassa os R$ 5 milhões e alguns, R$ 500 mil cada.
Para realizar o trabalho que mensalmente é enviado à ANP, a FURB dividiu o Estado de Santa Catarina em oito regiões: R1 Blumenau, R2 Criciúma, R3 Chapecó, R4 Curitibanos, R5 Florianópolis, R6 Itajaí, R7 Joinville e R8 Lages.

mapa
São monitoradas duas regiões por semana e a coleta é realizada em 20% dos postos da região escolhida, tudo realizado através de sorteio. O posto pode ser sorteado até duas vezes seguidas. São dois veículos atuando na coleta. Após a coleta, as amostras são levadas ao laboratório da Furb, coordenado pela Engª Química Debora Isolani de Matos. Há um controle muito rígido na manipulação, tudo controlado por uma central. Os equipamentos utilizados são todos de ponta, alguns vindos do Japão e da Alemanha, isso permite que as análises sejam todas automatizadas e os resultados saem com altíssimo grau de confiabilidade. Todos os resultados das informações permanecem guardados por cinco anos.
Conforme o Dr. Simionatto, quando há alguma adulteração, isso ocorre pela distribuidora ou no caminho do produto até a revenda.

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