Etanol: anidro e hidratado fecham a semana em alta de 7,07% e 7,27%, respectivamente

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Etanol: anidro e hidratado fecham a semana em alta de 7,07% e 7,27%, respectivamente

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Os etanóis anidro e hidratado registraram mais uma semana de alta pelo Indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP. A maior alta foi registrada no etanol hidratado, que fechou a semana de 1 a 5 de março cotado em R$ 2,9071 o litro, contra R$ 2,7100 o litro da semana anterior, valorização de 7,27% no comparativo entre os períodos. Esta foi a 11ª semana seguida de alta no indicador, que não cai desde a semana de 14 a 18 de dezembro do ano passado.

Já o anidro, usado na mistura com a gasolina, fechou a última semana cotado em R$ 3,1366 o litro, contra R$ 2,9295 o litro da semana de 22 a 26 de fevereiro, valorização de 7,07% no comparativo entre os períodos. Esta foi a quarta semana de alta seguida do indicador.

Etanol já subiu mais de 20% neste ano, com entressafra e falta de chuvas

A alta está relacionada com o preço da cana de açúcar, que subiu em razão do período de entressafra e da falta de chuvas, o que prejudicou uma produção que já estava menor.

Todo ano existe uma oferta menor de cana de açúcar nesta época, em razão da entressafra. Mas desta vez o problema foi agravado pela estiagem, e pelo próprio aumento de demanda pelo etanol, por causa da alta na gasolina, que fez com que o preço do álcool também aumentasse, explica Tiago Sayão, professor de Economia do Ibmec, que complementa: “Uma parte da complementação do etanol vem do milho, cuja produção também ficou abaixo do esperado, e foi mais um fator complicador”.

Economista do Ibre/FGV, André Braz afirma que a alta de preços atingiu o setor sucroalcooleiro como um todo. De acordo com o Índice de Preços ao Produtor Amplo – Disponibilidade Interna (IPA-DI), que mede a inflação de produtos agropecuários e industriais nos estágios de comercialização anteriores ao consumo final, a cana de açúcar acumula alta de 18,9% em 12 meses.

O álcool hidratado passou de 2,25% em janeiro para 11,46% em fevereiro, e acumula alta de 12,73% em 12 meses. Já o açúcar para exportação, que subiu 9,85% em fevereiro, teve alta de 48,4% em 12 meses.

Por enquanto, os especialistas não observaram influência do dólar no aumento do etanol. Há o risco, porém, de que, caso a exportação de açúcar se torne mais vantajosa, as indústrias aumentem a produção do insumo em detrimento do biocombustível.

“A depender dos preços internacionais do açúcar, as usinas podem produzir mais açúcar e menos etanol, e aí o preço do álcool dispara. Ou o inverso. Mas atualmente os repasses têm sido mais ou menos na mesma magnitude”, pondera Braz.

Fonte – UDOP / União Nacional da Bioenergia

 

SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE DERIVADOS DE PETRÓLEO DO ESTADO DE SANTA CATARINA – SINDIPETRO/SC

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