Nota de Repúdio ao presidente da Petrobras Sr. Roberto Castello Branco

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Nota de Repúdio ao presidente da Petrobras Sr. Roberto Castello Branco

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Santa Catarina; aos 14 de janeiro de 2021.

 

NOTA DE REPÚDIO do representante da revenda catarinense em relação às declarações do presidente da Petrobras, Sr. Roberto Castello Branco.

 

 

O SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE DERIVADOS DE PETRÓLEO DO ESTADO DE SANTA CATARINA – SINDIPETRO, entidade sindical de primeiro grau, com abrangência e base territorial intermunicipal no Estado de Santa Catarina, representante da categoria econômica “do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo”, por seu presidente, vem a público manifestar seu repúdio em relação às declarações do presidente da Petrobras, Sr. Roberto Castello Branco, em entrevista que concedeu ao Jornal Valor Econômico, publicada na última quarta-feira, 13 de janeiro de 2021.

 

O SINDIPETRO/SC é o órgão de representação da categoria econômica da revenda varejista de combustíveis automotivos em Santa Catarina, com abrangência intermunicipal e base territorial em aproximadamente 70% do território catarinense.

 

No último dia 13 de janeiro de 2021, esta entidade recebeu, com surpresa, diga-se de passagem, as declarações do presidente da Petrobras, Sr. Roberto Castello Branco, alegando que os postos são lentos em repassar ao consumidor as quedas nos preços dos combustíveis, em relação aos reajustes anunciados pela estatal.

 

O SINDIPETRO/SC repudia, com veemência tais alegações, porque mais uma vez o presidente aduz informações incompletas, induzindo o grande público em equívoco, apenas imputando de forma simplória e desarrazoada a culpa pelos aumentos aos postos de combustíveis (revendedores varejistas, componentes do conhecido down-stream). A fala do presidente não levou em consideração que a cadeia de comercialização de combustíveis, desde o refino até a ponta (varejo) é extremamente complexa , passando por distribuidoras, usinas de biocombustíveis (etanol e biodiesel).

 

Além disso, o presidente da Petrobras deixou de considerar a complexa e acentuada carga tributária, que corresponde a praticamente 50% do preço final praticado nas bombas. A fatia do varejo é a menor entre todos os componentes da cadeia.

 

E, no período considerado pelo Presidente, para fins da análise realizada, o país vem amargando os nefastos efeitos da pandemia de COVID-19, que assola o planeta e representa severas restrições. Os postos, como atividade essencial e de interesse público, permaneceram em operação, mesmo sem a circulação de pessoas, o que representou, em determinados casos, até 70% de queda nas vendas.

 

Ora Sr. Presidente, a sua fala não considerou ainda que o equilíbrio financeiro das empresas depende da equação (margem x volume) – custos; e que o mercado de combustíveis no Brasil é extremamente competitivo, sendo que as empresas têm trabalhado com margens achatadas.

 

Por fim, para efeitos de comparação, verifica-se que o lucro da Petrobras no ano de 2019 foi, sozinho, maior que a soma do lucro de todos os 44.000 postos de combustíveis espalhados pelo Brasil.

 

Pelas razões sucintamente apontadas acima, o SINDIPETRO/SC repudia, com veemência, as declarações do Sr. Roberto Castello Branco, tendo em vista que a revenda de combustíveis não aceita ser tachada de vilã ou culpada pelo alto valor cobrado dos consumidores.

 

Exigimos, além disso, retratação pública por parte do presidente, Sr. Roberto Castello Branco, com vistas a restabelecer a verdade ao grande público.

 

SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE DERIVADOS DE PETRÓLEO DO ESTADO DE SANTA CATARINA – SINDIPETRO/SC

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