Parente reafirma que Brasil é prioridade para Petrobras

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Parente reafirma que Brasil é prioridade para Petrobras

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O Globo

A Petrobras vai focar exclusivamente no Brasil pelos próximos cinco anos, disse ontem o presidente da empresa, Pedro Parente, em evento organizado pelo Bradesco, em Nova York. Em painel com investidores, Parente disse que a companhia foi vítima da Lava-Jato e que sua missão agora é retomar a confiança na empresa.
— Nos próximos cinco anos, vamos ficar focados no Brasil — disse o executivo. — Não vamos investir fora do país a não ser que esteja em um contexto de parcerias estratégicas.
O presidente da Petrobras afirmou que a empresa não se beneficiou com os esquemas da Lava-Jato e que tem ressaltado em conversas no exterior que a companhia não deve ser penalizada por isso.
— Foi uma gangue que se formou, com um número pequeno de executivos da companhia e um grande número de pessoas de fora — comentou Parente. — A pergunta é como seremos penalizados por sermos vítimas desse esquema na Corte nos Estados Unidos.
Questionado sobre quanto a empresa deverá pagar de indenização em uma ação impetrada por investidores na Justiça de Nova York, Parente disse que o Direito está do lado da Petrobras. No fim de outubro, a estatal anunciou que fechou acordo com quatro investidores para encerrar ações individuais nos Estados Unidos. Para isso, fez uma provisão de US$ 353 milhões em seus resultados financeiros do terceiro trimestre.
— Tivemos sucesso ao levar a discussão para a Corte de Apelação. Aceitaram nosso caso. Estamos em fase de audiências. Não será algo de dois ou três meses, vai ser demorado, mas temos a lei ao nosso lado. Fomos vítimas — comentou Parente.
O executivo disse que a companhia precisou mudar para ter a confiança de investidores restabelecida. Cinco comitês avaliam fornecedores antes de fechar um contrato, e todas as empresas passam por uma avaliação de antecedentes.
— Temos um conselho de administração em que sete dos dez integrantes são independentes. Havia comitês que passaram mais de cinco anos sem reunião e agora têm mais de uma por mês.

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