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Jornal do Comércio

22/11/2016 – Os preços do petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira (21), no seu nível mais alto em três semanas, impulsionado por expectativas de um acordo entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para cortar a produção na reunião oficial que ocorre na próxima semana, no dia 30 de novembro, e por um dólar mais fraco.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para janeiro fechou em alta de 4,05%, a US$ 48,24 por barril. O WTI para dezembro, que vence nesta segunda, subiu 3,93%, a US$ 47,49 por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para janeiro avançou 4,35%, a US$ 48,90 por barril. Contribuiu também para esta alta o dólar fraco, que recuou após o dólar índex, que mede a moeda americana contra as seis principais moedas, atingir o maior nível em 13 anos e meio na semana passada.
Os representantes da Opep fizeram progressos no sentido de reduzir as divisões sobre os cortes na produção de petróleo durante as reuniões desta segunda-feira, mas ainda não decidiram quanto cada um dos 14 países do cartel deverá reduzir, disseram os delegados.
“Estamos discutindo, mas não estamos discordando”, disse Mohamed Oun, um representante líbio da Opep, o cartel que controla mais de um terço da produção mundial de petróleo. “As negociações em Viena estão indo bem”, acrescentou.
A fala do representante líbio animou o mercado, levando o petróleo a avançar mais de 4% durante a tarde. Mais cedo, ele já tinha se beneficiado depois que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que seu país está preparado para congelar a produção.
“A possibilidade desse acordo aumentou, mas há também o risco de que o mercado esteja exagerando, especialmente porque o acordo realmente terá que ser uma surpresa para empurrar os preços do petróleo muito mais para cima”, disse o economista-chefe de energia da ABN Amro, Hans van Cleef. “A parte mais importante é que a Opep terá de cumprir o acordo, algo que é muito difícil”.
A autoridade líbia disse que o grupo não tinha elaborado a parte mais dura ainda: quanto cada país individualmente deverá cortar e quais estariam isentos de fazer todos os sacrifícios.
A Arábia Saudita deverá suportar o peso de qualquer corte, mas seu principal rival, o Irã, quer ser isentado até atingir a cota de mercado que desfrutava antes de as sanções ocidentais serem impostas sobre seu programa nuclear. O Iraque também disse que deveria ser isentado porque precisa de receita petrolífera para combater uma guerra contra o Estado Islâmico.

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