Posto é fechado por suspeita de vender etanol no lugar de gasolina em Joinville

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Posto é fechado por suspeita de vender etanol no lugar de gasolina em Joinville

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NOTA: O SINDIPETRO/SC reafirma seu apoio às autoridades e órgãos de fiscalização, no sentido de garantir que todos os agentes do setor trabalhem na mais estrita regularidade.

Fonte: Jornal A Notícia

Segundo Procon, estabelecimento ainda possuía um
sistema para dificultar a fiscalização e encobrir as irregularidades

Foto: Gabriela Florêncio / A Notícia

Um posto de gasolina foi fechado por suspeita de irregularidades na venda de combustível em Joinville. Durante fiscalização de rotina na manhã deste sábado (25), o Procon verificou que a unidade estaria vendendo etanol no lugar da gasolina aditivada. O posto fica situado no bairro Vila Nova, na zona Oeste da cidade. O dono do estabelecimento não foi localizado pela reportagem.

— Na própria bomba foi colada uma etiqueta onde estava escrito gasolina em cima da que dizia etanol. Eles têm um sistema para ocultar essas irregularidades, dificultando o trabalho dos técnicos — explica Kleber Degracia, coordenador do Procon.

Além do Procon, participaram da fiscalização, que começou por volta das 9h30, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Polícia Civil, o Inmetro e a Fazenda Estadual. Conforme Degracia, os fiscais não conseguiram acessar os tanques que armazenam os aditivos porque eles possuem um sistema de adulteração que dificulta a  coleta dos materiais.

O coordenador ainda informou que o mesmo estabelecimento já havia sido fechado, em maio deste ano, após ter sido autuado cobrando preços abusivos durante o período da greve dos caminhoneiros.

Outras irregularidades encontradas

Segundo o delegado Larry Marcelo Rosa, da 2ª Delegacia de Polícia, outras adulterações ainda estão sendo investigadas. Uma delas é de que o consumidor estaria pagando um valor pelo litro, mas na bomba havia um sistema que abastecia uma quantidade menor que a apontada no visor.

Foto: Gabriela Florêncio / A Notícia

— Quando chegamos aqui, não encontramos os donos. Havia dois funcionários que se negaram a falar qualquer coisa, um deles inclusive tentou fugir e quebrou o próprio celular — aponta o delegado.

Os dois funcionários que estavam no local foram questionados pela reportagem, mas não quiserem justificar as irregularidades e nem informar o contato do proprietário. Eles foram conduzidos à Central de Polícia de Joinville para prestar esclarecimentos e a unidade foi  interditada pelo Procon. Durante a fiscalização foram coletadas amostras dos aditivos que devem ser periciadas e podem apontar outras adulterações.

O advogado Adalberto Alves, que representa o dono, informou que só irá se pronunciar à imprensa quando tiver os laudos que serão elaborados após a coleta de materiais no local. A fiscalização em outros estabelecimentos da cidade deve continuar nos próximos dias.

Ainda segundo o delegado, os suspeitos podem responder por crime de relação de consumo, previsto na Lei número 8137/1990, com pena de detenção de dois a cinco anos, já que estariam induzindo os consumidores a erro ao realizarem a venda de gasolina aditivada, inserindo, porém, uma substância semelhante a etanol nos automóveis.

Acompanhe outras matérias veiculadas sobre o assunto:

Reportagem veiculada na NSC TV Joinville, no sábado, 25 de agosto

Reportagem veiculada na RIC TV Record – Joinville, no sábado, 25 de agosto

Reportagem veiculada na RIC TV Record – Joinville, na segunda-feira, 27 de agosto

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