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Previsão para inflação em 2017 volta a cair

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O Estado de S.Paulo

Fabrício de Castro

09/08/2016 – Os economistas do mercado financeiro voltaram a reduzir suas projeções para a inflação no próximo ano, aproximando os númethumbnail_1456926129ros do que deseja o governo. A previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – o índice oficial de inflação – passou de 5,20% para 5,14% em 2017, conforme o relatório Focus do Banco Central, que reúne as estimativas de instituições financeiras. A meta do Banco Central é conduzir a inflação do ano que vem para 4,5%.

Quatro semanas atrás, esses mesmos economistas previam que a inflação em 2017 ficaria em 5,40%. A redução das estimativas a cada semana indica uma maior confiança do mercado em torno da política monetá-ria do Banco Central, que vem ressaltando o compromisso de controlar o avanço dos preços.

Na semana passada, em entrevista ao Estado, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, considerou a meta de 4,5% para a inflação em 2017 como “desafiadora e crível”.

Por outro lado, o relatório Focus mostrou que 2016 está perdido. A meta de inflação para o ano – de 4,5%, com dois pontos porcentuais de tolerância para cima ou para baixo – será descumprida, na visão dos economistas do mercado. No documento, a projeção de inflação para este ano é de 7,20%, pouco abaixo dos 7,21% da semana anterior e dos 7,26% de quatro semanas antes.

Neste ambiente de inflação ainda em alta no curto prazo, os economistas do mercado mantiveram a perspectiva de que a Selic (a taxa básica de juros da economia) terminará 2016 nos 13,50% ao ano. Atualmente, a taxa está em 14,25% ao ano. Para o fim de 2017, a projeção é de uma Selic a 11% – taxa ainda alta, mas já um pouco mais favorável para a atividade econômica.

Juros

Os dados do relatório Focus desta semana mostraram ainda que os economistas voltaram a prever uma Selic abaixo dos dois dígitos apenas em 2020, quando esperam que a taxa básica fique em 9,63%. Pelo histórico da Selic, a última vez em que a taxa esteve abaixo dos dois dígitos foi entre outubro e novembro de 2013.

Do lado da atividade, os economistas seguem projetando forte recessão para este ano, de 3,23%. No ano que vem, pelas projeções, o País crescerá 1,10%.

O relatório Focus mostrou também estabilidade nas estimativas para o câmbio deste ano. O documento indicou que a cotação da moeda estará em R$ 3,30 no encerramento de 2016, mesma projeção da semana anterior. Um mês atrás, estava em R$ 3,40. O câmbio médio de 2016 seguiu em R$ 3,46 – um mês antes, estava em R$ 3,47. Para o fim de 2017, a mediana seguiu em R$ 3,50 de uma divulgação para a outra – quatro semanas atrás estava em R$ 3,55.

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