Sistema de Separação Água e Óleo (SSAO) Caixa Separadora

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Sistema de Separação Água e Óleo (SSAO) Caixa Separadora

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Luiz Falat – Gerente da Briopreserve

 

Dando continuidade ao nosso papo, vamos falar um pouco sobre Sistema de Separação de Água e Óleo (SSAO), ou mais conhecido como caixa separadora .

De início, devemos nos ater ao fato de que os órgãos ambientais fazem solicitações diversas quanto ao emprego desse sistema de contenção. Atualmente, o sistema mais aconselhável para emprego em seu estabelecimento, é sem dúvida, os produzidos em polietileno.

Anteriormente a aquisição de qualquer tipo de equipamento, ou contratação de mão de obra, cabe ao empreendedor promover a elaboração de projeto de instalação e adequação de seu futuro sistema de separação, o qual deverá ser acompanhado dos cálculos de vazão, memorial descritivo e ART do responsável técnico, isto se deve ao fato de cada unidade possuir uma vazão, necessitando adequação específica.

A escolha ou instalação de equipamento indevido, ou inadequado, poderá promover a sobrecarga do mesmo, incorrendo no descarte de material oleoso na rede pluvial, como também, o transbordamento de resíduos oleosos pelas  estruturas superiores do sistema de separação água e óleo.

O empreendedor deverá manter seu equipamento livre do acúmulo excessivo de produtos oleosos, promovendo assim uma limpeza periódica do sistema. Naturalmente, o acompanhamento visual do sistema de separação de água e óleo indicará a necessidade da manutenção, bem como de coleta de resíduos.

No que se refere à coleta, não esqueça que os resíduos deverão possuir comprovantes que indiquem a empresa coletora, a quantidade coletada, a data de coleta e o destino final de resíduos. Além disso, certifique-se que a empresa que promove a coleta de seus resíduos é devidamente licenciada pelo órgão ambiental competente. Requeira junto à mesma uma cópia da licença de operação, ela será necessária para posterior apresentação ao órgão ambiental.Cx-separadora

Ao adquirir o equipamento indicado, faça-o de forma integral instalando os recipientes periféricos de contenção de areia, e de amostragem, pois eles contribuirão de forma relevante para o resultado de sua operação.

Ainda em relação à sobrecarga do sistema de separação de água e óleo, é importante lembrarmos que o mesmo não poderá sofrer contribuição das águas de chuva, destinando-as exclusivamente á rede pluvial, ou sumidouro.

Devemos ainda, mencionar alguns cuidados acerca da realização das análises laboratoriais deste sistema, com as quais devemos adotar alguns cuidados.

Contrate um laboratório de sua confiança. As coletas deverão ser realizadas pelo próprio laboratório ou profissionais habilitados.

Não se esqueça de exigir a ART do responsável técnico pelo procedimento. Da mesma forma, ao serem emitidos os resultados das analises, solicite a entrega conjunta do ART do responsável pela elaboração das mesmas.

Ao receber o resultado das análises, realize uma atenta observação junto aos parâmetros requeridos (fenóis, sólidos sedimentáveis, DBO, DQO, surfactantes e outros), e verifique se os valores de entrada e saída dos efluentes apresentam-se condizentes a legislação. Devemos lembrar que o sistema de separação de água e óleo, é um fluxo contínuo, portanto, determinadas substâncias  não poderão apresentar valores superiores que aqueles verificado em sua entrada. Cuidado!

Por fim, temos produtos que contribuem para obtenção de resultados satisfatórios, um deles é o detergente biodegradável, no entanto, a utilização deste tipo de material com a finalidade de reduzir a quantidade de surfactantes, somente surtirá efeito, se forem seguidas as indicação de utilização do fabricante (quanto a sua diluição).

No próximo bate papo, trataremos da necessidade e cuidados a serem adotados nas canaletas coletoras.

 

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