UE flexibiliza limites de emissões de carros a diesel apesar de escândalo da VW

EDITAL DE CONVOCAÇÃO
6 de outubro de 2015
Greve na Petrobrás afeta refinarias e já preocupa governo e donos de postos
6 de novembro de 2015

UE flexibiliza limites de emissões de carros a diesel apesar de escândalo da VW

Compartilhar:

UOL Notíciasimage
Apesar do escândalo envolvendo a Volkswagen, os países da União Europeia (UE) fecharam um acordo nesta quarta-feira sobre o aumento do teto de emissões poluentes dos carros a diesel nos testes de homologação.

A decisão, adotada por um comitê técnico em nível ministerial, permitirá à indústria automobilística superar de modo permanente em 50% os níveis de emissão atuais de óxido de nitrogênio (NOx), nocivo para a saúde, a partir de 2020, segundo dados publicados pela Comissão Europeia.

Essa decisão leva em conta “os limites técnicos” na melhora dos motores a diesel por uma indústria que emprega diretamente 12 milhões de pessoas na UE, motivo pelo qual sua adoção será feita em duas etapas nos próximos seis anos, explicou a Comissão em um comunicado.

O regime de testes de homologação dos motores em condições reais de uso e em laboratórios começará em 2017 e em 2020 será obrigatório.

Em uma primeira etapa, a partir de setembro de 2017, os construtores terão uma margem de tolerância para as emissões de óxido de nitrogênio de 110% para os novos modelos (2019 para os novos veículos), o que é mais do que o dobro do teto estipulado pela legislação europeia ctual de 80mg/km.

A partir de janeiro de 2020 a diferença será reduzida a 1,5 vezes (50%) para todos os novos modelos (um ano mais tarde para todos os novos veículos) de modo permanente.

As fabricantes argumentam que adequar-se a este novo regime de homologação levará tempo.

O acordo é alcançado em meio ao escândalo da Volkswagen, que estourou em setembro, quando foi revelado que a companhia alemã havia instalado em milhões de veículos um software para falsificar os dados de emissões poluentes dos motores a diesel de várias de suas marcas.

“Essa vergonhosa e legalmente questionável decisão deve ser rejeitada pelo Parlamento Europeu”, reagiu Greg Archer, da ONG Transporte e Meio-ambiente.

Fonte: AFP

Fale conosco
X